Editado pelo Grupo Interlab Ano XXXI - Nº 139
Janeiro / Fevereiro / Março de 2009
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Mycofast Screening Evolution 2 está de volta

Agora você tem mais uma opção no mercado                         

O kit que faz triagem, identificação, enumeração e antibiograma de Ureaplasma urealyticum e Micoplasma hominis

Importância da Investigação

Algumas mulheres frequentemente se queixam de ardência ao urinar ou vontade súbita de urinar. O médico geralmente solicita exame de urina e/ou administra algum antibiótico.
Porém, muitas vezes, o teste resulta negativo e a antibioticoterapia falha ou funciona por um período curto de tempo e os sintomas retornam. Mas, quando se solicita a pesquisa de Ureaplasma urealyticum e Micoplasma hominis é surpreendente os casos positivos.
O diagnóstico clínico das infecções urogenitais por Micoplasma é difícil, pois esses organismos podem estar presentes como flora comensal no trato reprodutivo de indivíduos assintomáticos ou em pacientes com sintomas inespecíficos.
Algumas pesquisas mostram evidências de que Ureaplasmas são causa de uretrites não - gonocócicas e não - clamidiais em homens, principalmente em função do sucesso terapêutico e estudos sorológicos.
Ureaplasmas foram isolados de pacientes com orquite-epididimite aguda não - gonocócica e não - clamidial com respostas a anticorpos específicos.
Ureaplasmas têm sido isolados de cálculos urinários e M. hominis do trato urinário de pacientes com sintomas de pielonefrite aguda com freqüente resposta imune, podendo ser responsável por 5% dessa doença. Obstrução ou instrumentação do trato urinário pode predispor a esse fator.
O M. hominis foi isolado do endométrio e trompa de Falópio de cerca de 10% de mulheres com salpingite diagnosticado por laparoscopia.
Essas e outras condições como aborto espontâneo, p. ex., têm sido associados a esses microrganismos.
Contato sexual e contágio vertical de mãe para filho no útero ou ao nascer são os modos de transmissão aceitos.
Outra importante questão se refere ao tratamento.
Muitos diagnósticos são feitos por exclusão e mesmo que culturas sejam realizadas, o antibiograma não é.
O uso indiscriminado de antibióticos, já se sabe, leva ao aparecimento de cepas resistentes, já reportados na França e EUA.
Algumas conceituadas maternidades e laboratórios brasileiros já incluíram a pesquisa desse patógeno no exame pré-natal.

- A Interlab comercializa o kit MYCOFAST SCREENING EVOLUTION 2 da IM/Elitech, empresa francesa pioneira na pesquisa e desenvolvimento de kits rápidos para diagnóstico de micoplasmas.
- O kit identifica, enumera e faz antibiograma para M. hominis e U. urealyticum.
- Seu sistema de triagem permite liberar o resultado negativo em 24 h e o positivo em 48 h e no máximo em 72h.
- Excelente opção para laboratórios, cujo uso do método de cultura convencional seja inviável.
- Comparando-se o método do Mycofast com o método tradicional, obtém-se resultados compatíveis.
- A sensibilidade do Mycofast para U.u. é de 92,3% com especificidade de 98,25% Para M.h. a sensibilidade é de 93,25% com especificidade de 95,3%.

Infecções na Corrente Sanguínea relacionadas a cateter

O avanço da medicina traz muitos benefícios, mas também tem seus percalços. Um dos maiores desafios se refere ao controle das infecções hospitalares. Muitos são os fatores que contribuem para isso: patologia de base, tempo de internação, uso prolongado de antimicrobianos, conscientização dos profissionais em relação ao cuidados com o manuseio do paciente, procedimentos médicos e outros.
Entre os procedimentos de risco está a inserção de cateter para acesso vascular cuja permanência mais prolongada e uso mais freqüente tem aumentado o risco de infecções (bacteremias, fungemias, infecções locais).
Estudos apontam os microrganismos Gram-negativos como os mais frequentemente isolados nas infecções da corrente sanguínea e a Candida spp como microrganismo emergente nestas infecções.
A inserção do cateter por pessoal habilitado; a escolha criteriosa do local de inserção e do tipo de cateter, em relação ao número de lúmen e a lavagem das mãos são medidas que podem diminuir e muito os riscos de infecções desse tipo.
O trabalho de doutorado da Dra. Rosa Aires Borba Mesiano, Assessora Técnica da Gerência Geral de Saneantes da ANVISA envolve estudo com pacientes internados em UTIs submetidos a cateter venoso central cujos resultados trazem dados que sugere a necessidade de formação de uma Comissão de Cateter nos hospitais que favoreça o uso racional do procedimento.
Mais uma vez, o problema aponta para uma comissão multidisciplinar cujo microbiologista ocuparia uma posição essencial nas decisões, já que as culturas de cateteres devem seguir técnicas que definam a real situação de risco do paciente.
Quando existe suspeita de colonização no cateter, com a possibilidade de evolução para septicemia, a ponta do cateter deve ser cultivada em meios de cultura adequados com técnica semiquantitativa.
Atualmente, a metodologia recomendada é descrita por Maki et al., na qual se considera uma contagem maior ou igual a 15 UFC de determinado microrganismo como significativo de infecção.
O resultado obtido, entretanto, depende de técnicas de retirada adequada. Deve ser salientado que os mesmos cuidados de desinfecção utilizados na introdução do cateter devem ser adotados no momento da retirada. São eles:
1. Fazer uma rigorosa anti-sepsia da pele ao redor do cateter com álcool 70%, seguida de uma solução de iodo (tintura de iodo 1% a 2% ou PVPI 10%, que deverá ser removida com álcool 70% para evitar queimadura pelo iodo ou reação alérgica.
2. Remover o cateter e, assepticamente, cortar 5 cm da parte mais distal, ou seja, a que estava mais profundamente introduzida na pele. Usar, de preferência, tesouras esterilizadas. Não usar tesouras embebidas em soluções anti-sépticas.
3. Colocar o pedaço do cateter num frasco estéril, sem meio de cultura. O material deve ser transportado imediatamente ao laboratório evitando sua excessiva secagem.
4. A presença de um número maior ou igual a 15 colônias de um único tipo de bactéria sugere que a ponta de cateter pode estar sendo fonte de infecção.
5. Cateteres aceitáveis para cultura semiquantitativa: Central, CVP, Hickman, Broviac, periférico, arterial, umbilical, alimentação parenteral e Swan-Ganz.

Procedimento Laboratorial:
1. Retirar o cateter do tubo estéril com auxílio de uma pinça estéril.
2. Colocar na superfície de um Agar Sangue.
3. Com o auxílio da pinça, rolar o cateter por toda a superfície do meio. Para frente e para trás, duas vezes.
4. É muito importante que o cateter role sobre o meio e não seja esfregado, pois isso será fundamental para obtenção de colônias isoladas.
5. Incubar a 35 +/- 1°C em atmosfera de CO2.
6. Havendo crescimento, contar as colônias identifica-las e fazer o antibiograma se a contagem for maior que 15UFC.
7. Reincubar a placa de Agar Sangue por mais 24h.Havendo crescimento de outro tipo de microrganismo,proceder como no ítem 6.
8. Havendo ausência de crescimento na primeira etapa, reincubar por mais 24h e só considerar resultado negativo após 72h. Se houver crescimento, proceder como no item 6.

Comentários:
. Microrganismos de crescimento lento podem não ser detectados por essa metodologia.
. Para melhor correlação clínica – infecção relacionada ao cateter – recomenda-se coleta de hemocultura associada à cultura do cateter.
. A cultura qualitativa tem pouco valor no auxílio diagnóstico de infecções relacionadas ao cateter.

        

 

 

 

 

 

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