
| Streptococcus Agalactiae |
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O gênero Streptococcus, um heterogêneo grupo de bactérias Gram positivas, possui ampla significância na medicina humana. Vários estreptococos são importantes ecologicamente como parte da flora microbiana normal de animais e também do homem, alguns podem causar doenças que variam de subagudas, agudas e crônicas. Entre as doenças humanas atribuídas aos estreptococos estão a escarlatina, a febre reumática, a glomerulonefrite e a pneumonia pneumocócica.
Os Estreptococos do grupo B (Streptococcus agalactiae) é encontrado em condições normais, nas vias aéreas superiores, intestinos e vagina. Aproximadamente 25 a 35% das mulheres são portadoras vaginais desta espécie. Sua importância clínica vem aumentando nos últimos anos, devido a sua crescente frequência em infecções do recém nascido, particularmente sepse e meningite. O recém nascido tem contato com o micro-organismo durante sua passagem pela vagina. A colonização pode também ocorrer durante a permanência da criança no berçário, onde a bactéria pode ser transmitida pelas mãos das enfermeiras.
O conhecimento dos diferentes métodos laboratoriais para diagnóstico precoce da infecção causada pelo Streptococcus beta hemolítico do grupo B é fundamental, pois, a incidência desta infecção sobre recém nascidos é de 1,3 a 3 por 1000 nascidos vivos. Estima-se que 50.000 gestantes por ano são infectadas pelo Streptococcus do grupo B, nos Estados Unidos, com morbidade significativa: parto prematuro, ruptura precoce das membranas, ruptura prolongada das membranas, cistite, pielonefrite, endocardite e abortamento no segundo e terceiro trimestres de gestação.
Estudos demonstram que a cultura materna das regiões vaginal e anorretal tem probabilidade de isolar o estreptococcus do grupo B em 4 a 27% dos casos. O uso do meio de cultura seletivo adequado é essencial para aumentar a positividade da técnica.
A utilização do meio de enriquecimento seletivo para Estreptococos é fundamental na pesquisa, Todd Hewit t suplementado (com gentamicina e ácido nalidíxico), torna o meio seletivo para cocos gram positivos. Semear em placas de ágar sangue para determinação de suas características (uma das primeiras diferenciações feitas para as principais espécies é a produção de lise das hemácias presentes no ágar sangue). A determinação sorológica é o método mais seguro. Entretanto, o chamado Camp Test, fator produzido pelo organismo atua de forma sinérgica com a beta-hemolisina produzida pelo S.aureus em ágar sangue. Cepas de Streptococcus agalactiae produzem o fator. Esta bactéria é regularmente sensível às penicilinas, cefalosporinas, eritromicina e ao cloranfenicol.
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Os grupos sanguíneos ou tipos sanguíneos foram descobertos no início do século XX (cerca de 1900 - 1901), quando o cientista austríaco Karl Landsteiner se dedicou a comprovar que havia diferenças no sangue de diversos indivíduos.Ele colheu amostras de sangue de diversas pessoas, isolou os glóbulos vermelhos (hemácias) e fez diferentes combinações entre plasma e hemácias, tendo como resultado a presença de aglutinação dos glóbulos em alguns casos, e sua ausência em outros. Landsteiner explicou então por que algumas pessoas morriam depois de transfusões de sangue e outras não. Em 1930 ele ganhou o Prêmio Nobel por esse trabalho.
Os tipos sanguíneos são determinados pela presença, na superfície das hemácias, de antígenos que podem ser de natureza bioquímica variada, podendo ser compostos por carboidratos, lipídeos, proteínas ou uma mistura desses compostos. Estes antígenos eritrocitários são independentes do Complexo principal de histocompatibilidade (HLA), o qual determina a histocompatibilidade humana e é importante nos transplantes.
Importância
Os sistemas antigênicos considerados mais importantes são o sistema ABO e o Sistema Rh. Estes são os sistemas mais comumente relacionados às temidas reações transfusionais hemolíticas. Reações contra antígenos eritrocitários também podem causar a Doença Hemolítica do Recém-nascido ou Eritroblastose Fetal, cuja causa geralmente (mas não sempre) se associa a diferenças antigênicas relacionadas ao Sistema Rh.
A determinação dos grupos sanguíneos tem importância em várias ciências:
Em Hemoterapia, torna-se necessário estudar pelo menos alguns desses sistemas em cada indivíduo para garantir o sucesso das transfusões. Assim, antes de toda transfusão eletiva, é necessário se determinar, pelo menos, a tipagem ABO e Rh do doador e do receptor.
•Em ginecologia/obstetrícia e neonatologia, é possível se diagnosticar a DHRN através do seu estudo, adotando-se medidas preventivas e curativas.
•Em Antropologia, é possível estudar diversas raças e suas interrelações evolutivas, através da análise da distribuição populacional dos diversos antígenos, determinando sua predominância em cada raça humana e fazendo-se comparações.
•Em Medicina legal, é possível se determinar, por exemplo, o tipo sanguíneo de um criminoso a partir de material colhido na cena do crime, auxiliando na investigação criminal.
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