Editado pelo Grupo Interlab Ano XXXII - Nº 144
2º semestre de 2010
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Criptococcose

A Criptococose é uma doença causada por Cryptococcus neoformans, uma levedura encapsulada, encontrada no meio ambiente em detritos de origem vegetal e animal, como excretas de pombos e outras aves.
Os propágulos do micro-organismo dispersos no ar são inalados, alcançam os pulmões, e a levedura apresenta tendência de invadir o sistema nervoso central. Atinge homem e animais, inclusive domésticos, como cães e gatos.
Os indivíduos com a função imunológica reduzida por causa da síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS), de distúrbios linfoproliferativos, da terapia a base de esteróides e de transplante de órgãos, apresentam maior risco de adquirir a criptococose.
Em termos clínicos, o Cryptococcus neoformans, apresenta-se, grande parte das vezes, na forma leveduriforme, envolta por extensa cápsula de natureza polissacarídica que pode ser encontrada no líquor, em secreções de tecidos e no escarro. A mesma corresponde à forma assexuada desse micro-organismo e sua reprodução ocorre por brotamento. Entretanto, esse micro-organismo também pode se reproduzir sexuadamente, correspondendo ao estado perfeito, sendo, nesse estágio, denominado Filobasidiella neoformans. A forma teleomórfica tem como característica principal a produção de basidiosporos e, ocasionalmente, pseudo-hifas.
As manifestações clínicas geralmente são relacionadas ao sistema nervoso central, com quadro de meningoencefalite subaguda ou crônica. Os sintomas são febre e cefaléia e mais raramente alteração do nível de consciência. Em imunocomprometidos pode ocorrer disseminação sistêmica.
O acometimento geniturinário, envolvendo pielonefrite é raro, sendo que a cultura de urina específica pode ser importante nesse caso, inclusive em casos de criptococemia.
Outras manifestações relatadas na literatura são hepatite, sinusite, lesões em diversos órgãos e tecidos, como pele, olhos, esôfago, boca, estômago, intestino, trato genital feminino e ossos.
Testes diagnósticos rápidos e específicos para infecções fúngicas são extremamente importantes para eficácia no tratamento de pacientes infectados. A demora na terapia apropriada esta associada ao aumento da morbidade e da mortalidade.
O diagnóstico laboratorial da criptococose pode ser feito a partir de uma grande variedade de materiais clínicos: líquor, urina, fragmentos de tecidos, aspirados de lesões cutâneas, escarro e demais amostras do trato respiratório, entre outros espécimes.
São realizados exames direto, cultura, histológicos e sorologia. Técnicas moleculares também podem ser utilizadas, porém ainda apresentam aplicação restrita no diagnóstico clínico.
O exame direto de C.neoformans por microscopia óptica, com a utilização de métodos tradicionais como a preparação de tinta da índia, que revela leveduras arredondadas ou ovais, geralmente apresentando brotamento único, envoltas por cápsula polissacarídica.
O teste sorológico para o diagnóstico da criptococose é sensível, específico, e permite um diagnóstico rápido e seguro. O método mais comum empregado para triagem ou titulação do soro é a aglutinação em látex. As partículas de látex, recobertas com imunoglobulinas hiperimunes específicas, são misturadas com diluições de amostra do paciente, que pode ser líquor, soro ou urina. Uma aglutinação positiva em uma diluição 1:4 é altamente sugestiva de infecção criptocócica. Raramente resultados falso positivos ocorrem quando um outro antígeno está presente apresentando reação cruzada.
O diagnóstico laboratorial da criptococose pode ser feito com segurança quando técnicas e métodos laboratoriais são utilizados adequadamente. Para agilizar o diagnóstico de criptococose a Interlab comercializa o kit, CRYPTO LÁTEX ref. CR-1004 da reconhecida empresa americana Immuno Mycologics, especializada em diagnósticos para fungos.


Veja abaixo as características do kit:

- Detecta antígenos capsulares do Cryptococcus neoformans
- Técnica de aglutinação em látex
- Apresenta alta sensibilidade, de acordo com cada sorotipo:
A (3,2ng/ml), B (6,2ng/ml), C (6,2ng/ml) e D (12,5ng/ml);
- Realiza 120 determinações
- Utiliza amostras de soro e líquor
- Realiza testes qualitativos e quantitativos através da titulação das amostras
- Composição do kit:
- 10ml de Diluente de amostra (concentrado 10X)
- 1,5ml reagente de látex
- 1ml de controle positivo
- 1ml de controle negativo
- 1,75ml de pronase (liofilizada) - (elimina anticorpos interferentes no soro)
- 2ml controle da pronase (controle de eficiência da enzima)
- 6ml inibidor da pronase (para interromper a ação enzimática da pronase)
- Cartões de reação.

 
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