Streptococcus pyogenes
Postado em: 24/09/2014

Streptococcus pyogenes é uma espécie de bactérias gram positivas, cocos, pertencente ao gênero Streptococcus, do grupo A de Lancefield. Os S.pyogenes caracteristicamente apresentam-se como cocos de 0,6 a 1,0µm de diâmetro, eles se dividem em um único plano e deste modo aparecem aos pares ou em cadeias (especialmente em meios de cultura líquidos ou em materiais clínicos).

A estrutura da parede celular dos estreptococos do grupo A é composta de unidades repetidas de N-acetil glicosamina e ácido N-acetil murâmico (peptidoglicano padrão). Em cultura de agar sangue causam beta-hemólise, halo claro a volta de suas colônias de hemólise.

Os S.pyogenes são imóveis e crescem otimamente a 37ºC e são inibidos em alta concentração de glicose. Os produtos solúveis extracelulares ou toxinas dos estreptococos, em especial do S.pyogenes, tem sido estudado intensamente. A estreptolisina S é uma citolisina estável ao oxigênio, ao passo que a estreptolisina O é uma citolisina lábil ao oxigênio. Ambas são leucotóxicas. A hialuronidase pode digerir o ácido hialurônico dos tecidos conectivos do hospedeiro, bem como a sua própria cápsula. As estreptoquinases participam da lise da fibrina. As estreptodornases AD possuem atividade desoxirribonuclease. Este amplo arsenal de subprodutos é importante na patogênese dos S.pyogenes, aumentando sua virulência. Três endotoxinas pirogênicas dos S.pyogenes também foram reconhecidas (tipos A, B e C). Estas toxinas atuam como superantígenos, e ativam os linfócitos de forma não específica, provocando uma resposta imunitária desapropriada, com febre, e até choque e insuficiência de órgãos. Outro fator de virulência associado ao S.pyogenes, glomerulonefrite pós estreptocócica, causa danos renais devido aos complexos de antígenos do S.pyogenes com anticorpos. Há hipertensão arterial, hematúria, proteinúria. Em adultos pode haver perda progressiva da função e insuficiência renal crônica.

Principais doenças causadas:

• Faringite: a maioria dos casos é causada por vírus, porém dos casos ocasionados por bactérias, 90% são devido às da espécie S.pyogenes. Após 2 a 4 dias de incubação, aparece subitamente febre, dores de garganta, mal-estar e dores de cabeça. É frequente a inflamação avermelhada e edematosa da faringe ser visível;

• Escarlatina: complicação da faringe. Após 1 a 2 dias do aparecimento da faringite surgem eritemas no peito que se espalham. A língua é inicialmente amarela e depois vermelha viva; • Fasciite necrosante: infecção profunda, espalha-se até as fáscias dos músculos esqueléticos. O tratamento não pode depender do antibiótico e é de emergência com cirurgia;

• Erisipela: infecção da pele com bolhas, vermelhidão e calor; • Impetigo ou pioderma: é uma inflamação supurativa (com pus). Há formação de pústulas que se rompem deixando exposto a tela intradérmica, fazendo da região um sítio para infecções secundárias;

• Síndrome do choque tóxico: devido a disseminação no sangue. Há febre, mal-estar e outros sintomas inespecíficos seguidos de hipotensão, choque séptico e insuficiência de múltiplos órgãos. A taxa de mortalidade é alta, chegando a 50%;

Uma das complicações da doença estreptocócica, é a febre reumática. É uma doença autoimune desencadeada em raros casos de infecção por S.pyogenes. Após resolução da doença infecciosa, há inflamação do coração e articulações. Julga-se que a causa é a semelhança de alguns antígenos do S.pyogenes com moléculas presentes no coração e articulações. Após a resposta vigorosa contra a infecção pelo microrganismo, o sistema imunológico ataca suas próprias estruturas do indivíduo.

As recomendações internacionais sugerem para a maioria dos casos de faringite estreptocócica não só o acompanhamento clínico, mas também o uso de testes laboratoriais para confirmar a presença da bactéria na orofaringe. Nos países desenvolvidos, a cultura e os testes rápidos de detecção do antígeno estreptocócico em material colhido de orofaringe são preconizados de rotina, o que não acontece em nosso país, onde a maioria dos casos de faringoamidalite fica sem acompanhamento laboratorial.

Geralmente, são verificados apenas os sinais e sintomas clínicos do paciente que, levam à prescrição desnecessária de agentes antimicrobianos. A cultura é ainda reconhecida como a técnica padrão para investigar a presença de S.pyogenes na orofaringe.

Um swab colhido diretamente da superfície das amídalas e da parede posterior da faringe, quando cultivado em agar sangue apresenta sensibilidade de 90 a 95%. Existem os testes rápidos que apresentam excelente especificidade quando comparados a cultura em agar sangue (> 95%), e, assim, a terapia antimicrobiana pode ser iniciada com base nos resultados positivos destes testes. O teste rápido – STREP A – marca INLAB – ref. 9966-Y, utiliza a técnica rápida imunocromatográfica, uma excelente e rápida ferramenta para detecção do antígeno do S.pyogenes.

Características:
• Teste com alta sensibilidade e especifidade, 96,5% e 98,5%
• Sem reação cruzada com outros grupos Lancefield
• Excelente opção para triagem e identificação do S.pyogenes.
• Kit completo contém: ▪ dispositivos teste ▪ reagentes para extração do antígeno ▪ tubos plásticos para extração ▪ swabs para coleta de orofaringe ▪ controle positivo contendo suspensão de S.pyogenes.

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Dextrose
Cas No: 50-99-7
A glicose, glucose ou dextrose, é um monossacarídeo e é um dos carboidratos mais importantes na biologia.
A glicose, glucose ou dextrose, é um monossacarídeo e é um dos carboidratos mais importantes na biologia. As células a usam como fonte de energia e intermediário metabólico. A glicose é um dos principais produtos da fotossíntese e inicia a respiração celular em seres procariontes e eucariontes. É um cristal sólido de sabor adocicado, de fórmula molecular C6H12O6, encontrado na natureza na forma livre ou combinada.
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Ácido Folico
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EDTA Ácido PA
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